Publicado em 10/06/10,
Dia D' da primeira etapa da campanha contra a pólio será no sábado (12)
Será realizado no sábado (12) o "Dia D" da
primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite
(paralisia infantil) que, este ano, tem como tema: "Vacinou. É gol. Vamos vestir
a camisa da vacinação infantil". No Estado, a meta é vacinar pelo menos 264.038
crianças, para que seja alcançada a cobertura de 95% da população capixaba menor
de cinco anos de idade. A segunda etapa será realizada em 14 de
agosto.
De acordo com a coordenadora da Secretaria de Estado da Saúde
(Sesa), Marta Casagrande, o objetivo é atingir o maior número possível de
crianças neste sábado (12) que é o dia 'Dia D' da campanha. Por isso, a vacina
estará disponível em todos os municípios capixabas e será aplicada nos postos de
saúde e em postos volantes, como veículos, igrejas e supermercados. A
mobilização contará com aproximadamente 2.400 postos de vacinação, 350 veículos
e cerca de 4.400 pessoas envolvidas no trabalho.
Pais ou responsáveis
devem levar as crianças aos locais de vacinação, entre 08 e 17 horas, para
receber a vacina, mesmo que a criança tenha recebido outras doses ou participado
das campanhas anteriores. Ela é indolor e simples: são apenas duas gotas
administradas por via oral.
É importante que o Cartão da Criança seja
levado para que outras vacinas do calendário básico sejam atualizas, caso seja
necessário. "Na vacinação de rotina, o Espírito Santo é campeão. É o que tem a
melhor cobertura vacinal do Brasil", diz a coordenadora.
Em 2009, na
primeira etapa da campanha, foram vacinadas 271.498 crianças no Estado, com
cobertura final de 97,83%, sendo que 62 dos 78 municípios capixabas (79,5%)
alcançaram a cobertura mínima. Na segunda etapa, 272.960 crianças foram
vacinadas, com cobertura de 98,36% e 62 municípios (79,5%) alcançaram a
meta.
Quem não deve se vacinar
Não há contra-indicações
absolutas para a administração da vacina oral contra a poliomielite. No entanto,
ela deve ser evitada em crianças portadoras de infecções agudas, com febre acima
de 38º C, diarréia ou vômito e com hipersensibilidade conhecida a algum
componente da vacina, a exemplo da estreptomicina ou eritromicina.
Além
disso, a imunização deve ser evitada nas meninas e meninos que já tenham
apresentado alguma reação anormal à vacina e imunologicamente deficientes devido
a tratamento com imunossupressores ou com deficiência imunológica congênita.
A vacina contra a poliomielite não deve ser administrada em crianças
submetidas a tratamento com corticosteróide, antimetabólicos, radiação ou a
qualquer terapia imunossupressora.
A doença
A poliomielite
ou paralisia infantil, como é popularmente conhecida, é uma doença
infecto-contagiosa, causada por um vírus. Ele acomete em geral os membros
inferiores e tem como principais características a flacidez muscular e pode
levar à morte ou a seqüelas paralíticas irreversíveis.
Atualmente ainda
há risco de reintrodução do vírus da pólio no Brasil, e por isso as campanhas se
mantêm como uma ação necessária de prevenção desde 1980.
O último caso
de paralisia infantil registrado no País foi em 1989. No Estado, a última
notificação foi em 1987. Em 1994, o Brasil recebeu o certificado Internacional
de Erradicação da Transmissão Autóctone do Poliovírus Selvagem.
Publicado originalmente no site www.saude.es.gov.br